15 de ago de 2012

Max

Vou caminhar com a firme intenção de me concentrar nos nomes, o do cachorro e o do gato. Não estou conseguindo continuar a história sem esses nomes, e sei que não vou encontrar o que preciso no google ou nos livros. Então resolvo dar uma volta, arejar sempre é bom, vai que tropeço numa boa ideia, quem sabe? Pra não ficar andando a esmo, sigo na direção do parque e ponho em prática meu plano inicial: listar possibilidades de nomes em ordem alfabética. Nem bem começo, já empaco: um nome para o cachorro com a letra A? Que coisa mais difícil! A...Astolfo, Armagedon, ai, ai, ai, melhor ir em frente, Boris, Billy e... E o que mesmo? Muito antes de chegar à letra C, meus pensamentos atravessam a rua -- um deles se encanta com uma árvore toda florida, outro escapa pra ouvir a conversa de duas mulheres que passam e, quase ao mesmo tempo, meus olhos colam na capa da revista que o jornaleiro está pendurando na frente da banca. Estou flanando a quilômetros do meu assunto quando entro na padaria, e então acontece: enquanto espero a próxima fornada de pão de queijo, com água na boca, vejo o cão. Um golden grandão de pelo clarinho avança na minha direção, puxando o menino que segura a coleira, e quando os dois entram na fila, bem atrás de mim, adivinho que estou prestes a descobrir o nome do meu personagem.
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