29 de jul de 2016

nanda

Uma, duas, mil montanhas recortando o céu. Nenhum sol sorridente pairando sobre uma casinha. Nada que se pareça com uma criança de mãos dadas aos garranchos de uma mãe e um pai. Meus primeiros desenhos. É incrível... Já estava tudo ali. Já era eu, uma sementinha de Nanda, as mesmas imagens na cabeça. Por que minha mãe guardou esses desenhos e não outros, eu não sei. Talvez não tivesse outros. Será? Eu não me lembro. Nem disso nem de nada dos meus primeiros anos. Só não é escuridão total por causa das fotografias. Estou lá: um bebê no colo da minha mãe, com 1 ano, 2, depois 3, eu, cercada de brinquedos, pendurada no cangote do meu pai, com todos os avós, uma menininha simpática, cachinhos castanhos, boca, nariz, dois olhos azuis. Tudo no lugar. Pena não lembrar de nada dessa época, aparentemente estava dando tudo certo. As coisas entortaram um pouco antes do meu quarto aniversário (…).

início da história de Nanda, uma das personagens de "E no Fim... Tudo Recomeça de Outro Jeito", livro novo chegando logo, logo, com ilustrações lindas de Nobru, com o selo Moderna.
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